Não sou fã de documentários, mas esse tem seu mérito. Mostrar os bastidores com comentários de quem estava lá, no palco ou no júri, no momento do parto da Tropicália.

O filme conta os detalhes de uma história que todo mundo conhece (ou deveria conhecer).
O festival foi para a música o que a semana de arte de 22 foi para arte. Quebrou paradigmas e colocou os novos talentos daquela geração de vez no cenário musical projetando-os para o mundo.
Os jovens Caetano e Gil rompem o preconceito com a guitarra elétrica e viram a página da música brasileira “cantando” uma nova história.
Nossos ídolos são pessoas geniais que fizeram músicas geniais, mas nesse documentário temos a contextualização onde o Caetano de “Alegria alegria” é o jovem descabelado Veloso. Nervoso e inseguro diante de uma escolha que não sabia da aceitação. Recebido por vaias e ovacionado no fim.
O jovem Gil viveu um pânico pessoal antes da apresentação, que só agora sabemos que correu o risco de não acontecer. Medo de assumir a responsabilidade de mudar a história da música talvez. Sem muita convicção participou da passeata contra a guitarra elétrica, mas – segundo ele – o fez por influência de Elis. No fim estava com Caetano embarcando na mudança.
O jovem Chico em sua pose de herói se livrou de “A banda” e colocou “Roda viva” pra marcar presença.
O festival não poupou a majestade, vaiado impiedosamente Roberto manteve a pose e serenidade de um rei para cantar até o final. O mesmo não aconteceu com Sérgio Ricardo que sucumbiu emocionalmente diante da manifestação culminando em um violão quebrado arremessado na platéia. Arrependido disse que não faria aquilo novamente, pois hoje toca piano e arremessá-lo seria impraticável.
Edu Logo ganha o páreo com Ponteio, mas dos cinco todos ganharam e muito. Mudaram a cena musical e trilharam o que são hoje deixando para muitas gerações as músicas emblemáticas que fazem sucesso até hoje.
Recomendo sem restrições.



Fala a verdade, vc só gostou do filme por causa da companhia! Bjim