Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe quantas precisar.
Faça tudo como quero, pois querer nem sempre é tudo.
Quero ver se faço agora tudo que não disse antes.
Faço A e faço B faço tudo que imagino basta os dedos obedecer.
Manda mundo, manda terra, manda tudo pro espaço.
Que as linhas vão se fazendo.
Faço amor, faço avião pra voar entre seus seios.
Faço carinhos e dou beijos para entrar e não sair.
Quero que saiba que isso é apenas o começo
de um pobre discurso livre.
De rótulos, de métricas, de rimas e de bom senso.
Pobre de tudo, mas rico de amor.
Para cair em si, para entrar em ti.
Sonhar por nós, ficar a sós. Escrever sem sim.


